Proposta de Resolução sobre eleições 2012 na cidade do Rio de Janeiro
Às vésperas de mais uma disputa eleitoral na cidade do Rio de Janeiro, que sempre é um momento de construção ideológica, programática e política - logo de disputa de hegemonia e fortalecimento de identidade, valores, princípios - o PT caminha para não ter candidatura própria pela primeira vez.
Não ter candidato não é um problema em si, a questão é como, pra quem e porque a maioria das forças internas do PT envereda por esta tática eleitoral.
O processo de decisão está incorreto frente à resolução do DN sobre prévias, e negando 'a base partidária a devida reflexão e definição.
A opção é por apoiar a reeleição do prefeito Paes, figura com quem a esquerda social e partidária fluminense não possui nenhuma afinidade ideológica e programática. No caso do PT isto ainda se aplica também, apesar da adesão as OS e às remoções dos pobres que cada vez mais setores do partido demonstram.
As razões que sustentam esta opção se concentram (a) na leitura de que o PT não reúne condições para a disputa e assim teria um desempenho simbólica e nas proporcionais ruim; (b) no entendimento de q ter o vice é importante para 2014; e não menos influenciador (c) na lógica de que a ocupação de cargos é mais importante do que a disputa de idéias na sociedade.
Nesta seara do como, quem e porque na tática eleitoral de 2012 observamos lógicas e razões antagônicas incrivelmente se unirem, juntando defensores de candidatura própria em 2014 com adeptos da idéia de ser vice do candidato do Cabral.
O resultado final é que se aprofunda a subordinação do PT ao PMDB em nosso estado com efeitos ideológicos e programáticos gravíssimos, empurrando o partido para a prática de que o importante é ser governo, pra quê se torna secundário.
Nós da AE-RJ e ninguém no PT é contra alianças, mas estas devem ser feitas sustentadas em objetivos e práticas que não se resumem a ganhar uma eleição.
O PT deve e precisa apresentar à sociedade carioca um projeto de cidade alternativa, pautada na efetiva participação popular e controle social na e da gestão pública, no enfrentamento às máfias que existem no transporte e na saúde, na valorização do magistério como ponta de lança de uma educação de qualidade, no profundo respeito e avanço dos direitos humanos, na prioridade aos pequenos empreendimentos inclusive para as obras e serviços das Olimpíadas.
Defendemos que o PT deve e pode apresentar outro projeto, outros valores e princípios, outros compromissos nas eleições 2012, e isto não passa pelo Paes e PMDB.
Por um PT forte, socialista, alternativa de projeto e de poder na sociedade, queremos ver o 13 e o vermelho na campanha majoritária da capital.
Aos 100 anos de Apolônio de Carvalho.
Aos 50 anos de militância de Geraldo Cândido.
Aos inúmeros socialistas que lutam e aos que tombaram lutando.
AE-RJ, 28 de janeiro de 2012
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